Operação Lava Jato: limpeza profunda, prejuízo monumental


A Lava Jato foi a maior operação política da Nova República. Não foi combate à corrupção, mas um movimento que derrubou um governo, excluiu um partido popular do poder e levou um partido nanico à presidência. A partir dela, instalou-se uma crise que custou ao Brasil mais de 600 bilhões de dólares, mais de 2 trilhões de reais em valores atuais.

Os dados mostram o tamanho do desastre. O PIB brasileiro, que era de 2,456 trilhões de dólares em 2014, caiu para 1,794 trilhão após a crise provocada pela operação. Entre 2014 e 2016, o país perdeu cerca de 2 bilhões de reais por dia. Em termos práticos, foi como perder o equivalente a uma nova linha de metrô de São Paulo por semana. A própria diretora do FMI, Christine Lagarde, afirmou na época que o Brasil enfrentava apenas ajustes fiscais e que não havia motivo econômico para uma crise daquela magnitude. A crise foi política, não econômica.

O que fizeram com o Brasil foi o equivalente a fechar um banco por dois anos para descobrir qual caixa desviou 600 reais. Não por acaso, até críticos históricos do PT, como Reinaldo Azevedo, passaram a denunciar a farsa da Lava Jato.

Quando alguém duvidar das intenções da operação, basta perguntar: por que a CIA e a NSA espionavam a presidenta do Brasil? Por que Edward Snowden cita especificamente Dilma Rousseff? Investigue com calma e tudo converge para o mesmo ponto: o pré-sal. O Brasil descobriu uma das maiores reservas de petróleo do mundo num planeta onde os Estados Unidos consomem 20 milhões de barris por dia. O petróleo é tema de segurança nacional para a potência militar que move porta-aviões, caças e tanques com ele. Sem petróleo, a máquina para.

Petróleo, portanto, nunca fica fora da mesa. Os Estados Unidos já foram à guerra com base em mentiras, como as “armas de destruição em massa” do Iraque. Por que não agiriam para influenciar um país que descobriu reservas gigantescas e que possui elites ideologicamente próximas e submissas? A história mostra que o envolvimento americano na política brasileira não é novidade. A operação Brother Sam, que apoiou o golpe de 1964, só foi reconhecida depois da desclassificação de documentos décadas mais tarde.

A Lava Jato seguiu a mesma lógica. Destruiu a Petrobras, atacou o pré-sal, fragmentou a política brasileira e entregou o país a um governo alinhado aos interesses de Washington. Foi nesse contexto que Bolsonaro se tornou o primeiro presidente brasileiro a visitar a sede da CIA. Foi nesse contexto que o procurador Deltan Dallagnol, em mensagem revelada pelo The Intercept, afirmou depender “da articulação com os americanos”.

No fim, os objetivos estratégicos dos EUA foram alcançados: o Brasil se afastou dos BRICS, adotou uma política externa submissa e voltou à irrelevância internacional. Seguiu-se a privatização de ativos estratégicos e o desmonte da capacidade soberana do país. Até a Embraer foi quase entregue por um valor que mal pagaria por um hotel de luxo no Rio.

FOLLOW THE MONEY
A história é simples, e basta ligar os pontos. Como no caso Watergate, a regra continua válida: siga o dinheiro e encontrará os culpados.

O próprio Reinaldo Azevedo, criador do termo “petralha” e símbolo do antipetismo por anos, acabou se tornando um dos mais duros críticos da Lava Jato.
https://www.youtube.com/watch?v=P-aFH1R6U_0&feature=youtu.be


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