O Currículo Econômico do Partido Republicano: Um Histórico de Crises


Uma espécie de Guia Ilustrado das Maiores Catástrofes Financeiras dos Estados Unidos

Quando os discursos falam em gestão responsável, força econômica e competência fiscal, é sempre bom lembrar o histórico real, aquele que não aparece nos palanques nem nas entrevistas arrumadas. Se existisse um Oscar para colapso econômico, o Partido Republicano teria uma prateleira inteira.

A seguir, um passeio pelos momentos em que a economia americana quase desmontou. E adivinha qual partido estava no volante em todas essas curvas perigosas.


1873: A Primeira Depressão

Presidente: Ulysses Grant, partido Republicano
Mais de dez mil empresas quebraram.
A economia americana inaugurou sua tradição de virar pó sempre que um republicano assume o piloto.


1893: A Longa Depressão

Presidente: Benjamin Harrison, partido Republicano
Cento e vinte mil empresas quebradas e quinhentos bancos fechados.
Se isso é livre mercado, fica a dúvida sobre quem está realmente livre. Certamente não eram as empresas.

1907: Pânico de 1907

Presidente: Theodore Roosevelt
A economia encolheu 33%
As ações em Wall Street perderam 50% do seu valor. A produção industrial caiu mais do que após qualquer crise financeira anterior, e 1907 registrou o maior volume de falências até então.


1930: A Grande Depressão

Presidente: Herbert Hoover, partido Republicano
Mais de nove mil bancos desapareceram e mais de três milhões de empresas fecharam as portas.
O maior desastre econômico da história dos Estados Unidos. E lá estava um republicano em plena demonstração prática de como não pilotar uma economia.


1957: A Recessão de Eisenhower

Presidente: Dwight Eisenhower, partido Republicano
Desemprego chegando a vinte por cento em alguns estados
Cinco milhões e cem mil desempregados
PIB real caindo quase quatro por cento
Indústria despencando quatorze por cento
A maior recessão do pós guerra.
Mas a propaganda continuava dizendo que era tudo parte de um grande plano.


1973: O Tombo Gigantesco da Bolsa

Presidente: Richard Nixon, partido Republicano
A queda foi tão pesada que a bolsa só voltou ao nível real duas décadas depois.
Quando o país procurou lei e ordem, ganhou caos econômico embrulhado para presente.


1987: O famoso Black Monday e a crise das Savings and Loans

Presidente: Ronald Reagan, partido Republicano
A maior queda percentual de um único dia da história da bolsa americana
Perdas globais de um trilhão e setecentos bilhões de dólares
Mais de mil e duzentos bancos fecharam
E ainda diziam que o problema era o excesso de regras.


2007: O Grande Derretimento Econômico

Presidente: George W Bush, partido Republicano
Mais de quatrocentos e cinquenta bancos quebraram e mais de um milhão e duzentas mil empresas fecharam. O governo teve que desembolsar mais de 700 bilhões de doláres para salvar a economia de uma depressão. Empresas como a General Motors foram nacionalizadas literalmemte.
Os responsáveis continuaram recebendo bônus milionários enquanto a população era convidada a acreditar no poder mágico do livre mercado.


2020: A Recessão da Covid e o Tombo Recorde da Bolsa

Presidente: Donald Trump, partido Republicano
A pior queda desde 1987
Sete dos piores dias da história da bolsa
Cerca de duzentas mil empresas desapareceram. O governo Americano teve que desembolsar mais de 4 trilhões de dolares através do CARE Act.
E mesmo assim não faltavam declarações dizendo que a economia estava perfeita.


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Conclusão:
Você sabe por que isso continua acontecendo? Porque crises econômicas não são apenas acidentes. Em uma recessão, ativos despencam de preço, empresas sangram caixa, trabalhadores perdem poder de barganha e, de repente, setores inteiros podem ser comprados por centavos do dólar. O que antes era lucrativo vira liquidação. E quem é que tem dinheiro em caixa nesse momento? Não é a classe média. Não são os trabalhadores. Não são os pequenos negócios tentando sobreviver. São aqueles sentados sobre capital, esperando o tombo acontecer.

Se isso tivesse ocorrido uma ou duas vezes, até daria para chamar de coincidência, má sorte ou má gestão. Mas não acontece uma ou duas vezes. Acontece de forma sistemática. De novo e de novo, os maiores colapsos financeiros, crises bancárias, bolhas especulativas e explosões de endividamento surgem sob administrações republicanas. Em certo ponto, repetição deixa de ser coincidência e passa a ser padrão.

E padrões revelam intenção. A desregulamentação afrouxa salvaguardas, cortes de impostos drenam a arrecadação pública, a fiscalização desaparece, a especulação corre solta e a alavancagem se acumula até o sistema quebrar. Quando finalmente quebra, o prejuízo é socializado. Empregos desaparecem, aposentadorias evaporam, a dívida pública explode. Mas os lucros são privatizados. Empresas são compradas a preço de banana, concorrentes são eliminados, a concentração de mercado aumenta e a riqueza sobe de forma vertiginosa.

As crises não são falhas desse modelo. Elas são parte do modelo. Para quem controla o jogo, a recessão não é um defeito. É o momento de consolidar poder econômico. A narrativa sempre culpa o azar, fatores globais ou ciclos inevitáveis, mas os beneficiários permanecem impressionantemente os mesmos.

Olhe quantas vezes uma crise aconteceu sob uma administração republicana. Você realmente acha que é por acaso?

Quando algo sempre acontece da mesma forma, sob a mesma ideologia política, com os mesmos vencedores no topo e as mesmas perdas na base, a conclusão é inevitável. Isso não é incompetência. É projeto. É por design.


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