Profetas do Caos: A Extrema-Direita e Suas Previsões Eternamente Erradas


Sempre que o PT assume o poder, reaparece o mesmo ritual previsível. As cassandras emergem da lama em uníssono para anunciar, com ar grave e voz empolgada, que agora vai. Que o Brasil vai quebrar amanhã. Que o país acaba na semana que vem. Que desta vez é diferente. Nunca é, mas eles sempre insistem. O detalhe incômodo, para quem gosta de gritar desastre, é que quando se abandona o panfleto ideológico e se olha para a história concreta, as últimas grandes quebras do Brasil aconteceram todas sob governos de direita. Que estranho? Será coincidência? Em 1981, o país sofreu um verdadeiro AVC econômico. Crise da dívida externa, juros internacionais explodindo, recessão profunda. Quem estava no poder? A ditadura militar de direita, no controle desde 1964, sem eleição, sem oposição e com carta branca para gerir a economia e fazer o que quiser. O resultado está nos números. Inflação na ditadura chegou a 250%. No fim dos anos 80, o Brasil quebrou novamente. O governo Sarney decretou moratória da dívida externa, uma admissão oficial de insolvência. E vale lembrar, aliás, um detalhe que muitos convenientemente fingem esquecer: até 1985, Sarney era filiado ao mesmo partido que sustentou a ditadura desde 1964, a ARENA. Ele não surgiu do nada nem caiu de paraquedas num projeto progressista. Era parte orgânica da estrutura política que comandou o país com mão de ferro por duas décadas. Depois veio o governo Collor, outro representante típico da direita messiânica. Resultado? Hiperinflação flertando com 3000 por cento ao ano, confisco de poupança, caos econômico e colapso generalizado da confiança. Se isso não configura uma quebra, é preciso inventar um novo dicionário. E, por fim, em 2001, sob Fernando Henrique Cardoso, o que privatizava tudo, o Brasil precisou correr ao Fundo Monetário Internacional para levantar 40 bilhões de dólares. Não foi por virtude, nem por estratégia sofisticada. Foi porque, sem esse socorro, o país simplesmente não se sustentava. Se o Brasil não tivesse conseguido esse empréstimo, teria tomado o mesmo rumo da Argentina por volta de 2000, com colapso cambial, ruptura financeira e crise generalizada que descambou para a depressão econômica. A crise em 1999, já estava posta e a quebra era um risco real. E hoje, em Novembro de 2025, o Brasil aparece como o 4º maior recebedor de Investimento Estrangeiro Direto (FDI) do mundo. Atrás somente dos Estados Unidos, Hong Kong e Singapura.Porque? Porque o investidor estrangeiro vai aonde tem chance de retorno. Se o Brasil estivesse quebrando, como as cassandras até agora insistem em gritar, o país não estaria nem na lista dos recebedores de FDI. E mais, hoje em 2025, o Brasil recebe mais investimento estrangeiro do que a China ou a Coreia do Sul. E se o investidor estrangeiro confia no Brasil a ponto de colocar bilhões de dólares no país, não vão ser videozinhos de YouTube ou as postagens do Whatsapp com viés ideológico desonesto e vivendo num universo paralelo, que vão alterar a realidade concreta. Como diz o ditado, o pior cego é o que não quer ver.


Leave a Reply

Discover more from ALFORRIA MENTAL

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading