O General Americano Patton, a Viagem na Maionese e a Elite que Insiste em Morar numa Realidade Alternativa


O então General Patton, celebrado como um dos grandes generais americanos da Segunda Guerra, supostamente afirmou que a Alemanha deveria ter vencido o conflito. E essa pérola histórica vem sendo ressuscitada por parte da elite política americana como se fosse um desejo reprimido, quase um lamento. Como se, num delírio coletivo, uma vitória alemã tivesse poupado os Estados Unidos do “problema” de lidar com a União Soviética e, depois, com a Rússia.
A lógica é tão absurda quanto reveladora: hoje, para essa elite, a Rússia representa uma peça importante no desmantelamento do império americano. E aí, em vez de encarar a realidade, preferem fantasiar com um passado alternativo onde a Alemanha nazista teria resolvido seus incômodos geopolíticos.
Então respondendo a afirmação do General Patton, de que a a Alemanha deveria ter ganhado a guerra. Aqui vais algumas perguntas:
Como que a Alemanha ganharia exatamente? Com qual exército mágico? Sera que Patton vivia em um universo paralelo, ou será que talvez ele nunca abriu um livro de história na sua vida?

A Alemanha deveria ter vencido a guerra? Como exatamente? Com qual milagre? Como se eles não tivessem tentado tudo o que podiam. E olha que tentaram. Tentaram muito. Exprimiram cada gota da máquina de guerra.
Só que aí deram de cara com uma muralha chamada Frente Oriental Soviética, o lugar onde os sonhos de vitória alemã foram morrer um por um, esmagados sem piedade.

As pessoas adoram falar do Dia D como se fosse o eixo em torno do qual o mundo girava.
Querem saber da verdade? O golpe decisivo mesmo foi dado lá do outro lado. Enquanto o Dia D levou cerca de 156 mil tropas aliadas com mais ou menos 150 tanques para a Normandia, a Operação Bagration lançada pelos Soviéticos, em 1944 liberou um nível de força que fez o Dia D parecer um trabalho escolar.

Se o Dia D era o ensino fundamental, a Operação Bagration era o doutorado completo.

Forças Soviéticas na Operação Bagration
Pessoal: cerca de 1.7 a 2.5 milhões de soldados
Tanques e Canhões de Assalto: cerca de 3.800 a 6.000
Artilharia e Morteiros: cerca de 32.000 a 45.000
Aeronaves: cerca de 7.800 a 10.000

Enquanto isso, os alemães estavam raspando o fundo de um barril já vazio:

Forças Alemãs (Grupo de Exércitos Centro)
Pessoal: cerca de 800.000 (incluindo apoio)
Tanques e Canhões de Assalto: cerca de 550 no total
Divisões: 28 de 34 divisões destruídas

Isso não foi uma batalha. Foi aniquilação. Foi algo que Patton, em sua ignorância infinita, jamais conseguiria nem imaginar.

E agora vamos comparar as baixas, já que Patton também parecia alérgico a números e estatísticas:
No Dia D, morreram aproximadamente 8 mil alemães.
Na Operação Bagration, os alemães perderam cerca de 400 mil.

Oito mil contra quatrocentos mil.
Um desembarque na praia contra a obliteração de um exército inteiro.

Baixas e Impacto
Perdas alemãs: mais de 400.000 (mortos, feridos, capturados ou desaparecidos)
Perdas soviéticas: cerca de 178.000 a 500.000 no total
Significado: O Grupo de Exércitos Centro não foi derrotado. Ele foi apagado do mapa. Sua destruição abriu caminho para a libertação da Bielorrússia e fez a frente alemã desabar como papel molhado.

Essa é a realidade que Patton ignorou enquanto romantizava uma vitória alemã que nunca existiu fora da imaginação dele. Os soviéticos destruíram a Wehrmacht, esmagaram suas formações mais fortes, tomaram Berlim três meses antes de americanos e britânicos chegarem lá, e acabaram com a guerra.

Então quando Patton diz que a Alemanha deveria ter vencido, isso não é apenas errado. É delirante. Os números, os mapas, os gráficos de baixas, toda a trajetória da guerra dizem o contrário.

A história é baseada na realidade. A versão de Patton era baseada em sonhos molhados, delírio e no mundinho de fantasia onde ele se escondia sempre que os fatos se tornavam inconvenientes.

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