Venezuela, Irã e o petróleo: a guerra que os EUA e Israel fingem não planejar.


ocê sabe do que isso realmente se trata? Petróleo. Sempre petróleo. E então vem a pergunta previsível: petróleo para quem, se os Estados Unidos já são autossuficientes em energia?

A resposta não é complicada. É petróleo para Israel e para o controle estratégico do fornecimento global.

Garantir o petróleo da Venezuela não tem nada a ver com manter o preço da gasolina baixo nos Estados Unidos ou suprir alguma escassez imaginária. Trata se de assegurar uma reserva massiva e controlável fora do Oriente Médio, para o caso de as coisas irem exatamente para onde Washington e Tel Aviv sabem que estão indo.

Porque quando o Irã for atacado, no ano que vem, e acredite, o Irã será atacado em 2026, o Estreito de Ormuz não permanecerá aberto. O Irã não precisa vencer uma guerra. Ele só precisa estrangular aquela passagem estreita por algumas semanas para jogar os preços do petróleo no caos e sacudir a economia global.

É aí que a Venezuela entra.

Com a Venezuela sob controle, os Estados Unidos e Israel ganham um amortecedor estratégico. Uma forma de compensar o choque inevitável no fluxo global de petróleo. Uma válvula de escape que lhes permite absorver o impacto do fechamento de Ormuz enquanto o resto do mundo paga o preço.

Com isso garantido, o ataque ao Irã passa a ser apenas uma questão de meses.

Portanto não, isso não é sobre democracia, direitos humanos, guerra às drogas ou liberdade. Esses são apenas os slogans de marketing. Trata se de pré posicionar recursos para uma guerra regional que todo mundo finge que não está sendo planejada, mas que claramente está sendo preparada.

O petróleo vem primeiro. A estratégia vem depois. A retórica vem por último.
Essa é a verdadeira ordem das coisas, sempre.

Somente depois que os recursos são mapeados, os corredores assegurados e a alavancagem calculada, é que a linguagem moral aparece de repente. Democracia. Liberdade. Direitos humanos. Guerra às drogas. Direitos das mulheres. Tudo muito conveniente, sempre perfeitamente cronometrado.

E repare como o padrão nunca muda de verdade. Uma peça cai após a outra, quase de forma metódica. Iraque. Líbia. Síria. Cada uma vendida com um slogan diferente, todas terminando do mesmo jeito.

Agora só resta uma peça no tabuleiro.
E sim, essa peça é o Irã.

E em 2026 haverá uma guerra com o Irã, então todas as commodities para essa guerra precisam ser garantidas. Porque ela será grande.


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