Kamala Quem?


Eu não votei na Kamala por causa das posições dela sobre a Rússia, Israel e o Complexo Industrial Militar. Ponto final.
Se essas são as opções, prefiro lidar com o caos abertamente descontrolado de Donald Trump do que com mais uma versão “Barack Obama 2.0”.
Obama foi um lobo em pele de cordeiro. Sorriso perfeito, discursos perfeitos e exatamente as mesmas políticas imperiais por baixo do pano. Lembram da espionagem da Dilma?
A diferença entre Trump e Kamala é a apresentação, não a substância.

Além disso, o Partido Democrata tentou seriamente vender ao país, o gagá Biden, um homem visivelmente senil, que mal conseguia completar uma frase num debate, e ainda esperava que os eleitores acreditassem que isso era uma liderança normal e muito responsável.
Só isso já mostra o pouco respeito que os chefões do Partido Democratatêm pelo eleitorado.

Trump é completamente maluco, louco varrido, não há discussão aí. Mas pelo menos ele não finge. Ele não embrulha seus instintos autoritários em linguagem polida, educada e vocabulário estilo Harvard. Com Trump, você sabe exatamente o que está recebendo. O fascismo não vem escondido atrás de um sotaque de sofisticado e de um slogan falando de diversidade e mudanças climaticas.

Enquanto isso, o outro lado supostamente são e civilizado fazia exatamente as mesmas coisas. Aplicando sanções tenebrosas à Venezuela do mesmo jeito. Apoiando totalmente o genocidio em Israel do mesmo jeito. Escalando confronto e guerra por procuração com a Rússia do mesmo jeito. As bombas continuam caindo. As sanções continuam sufocando civis. Os vendedores de armas continuam sendo pagos. São os mesmos negocios de sempre.

A única diferença real é o tom. Um lado grita e baba em público. O outro sorri, diz “tenha um bom dia” e causa exatamente o mesmo estrago, usando a máscara de bonzinho vinte e quatro horas por dia.
Se essas são as opções, eu me recuso a recompensar aquele que mente na minha cara fingindo ser moral.

E não vamos esquecer que Kamala Harris vem de outro lugar que não seja o campo da Hillary Clinton. Esse mesmíssimo campo que é diretamente responsável por parir Trump em primeiro lugar.

Em 2016, a liderança do Partido Democrata enfiou Hillary Clinton goela abaixo dos eleitores sem primárias transparentes e legítimas, não porque ela inspirasse a base, mas porque as elites do partido decidiram que ela era a “próxima da fila”. Eles fecharam fileiras, inclinaram o jogo, ignoraram a base e depois fingiram surpresa quando tudo explodiu na cara deles.

Se Bernie Sanders tivesse sido o candidato democrata, é bem provável que Trump nunca tivesse se tornado presidente.
Sanders tinha energia popular real, apelo entre dois partidos e uma mensagem que enfrentava diretamente a desigualdade e a captura corporativa, em vez de administrá-las com educação. Mas isso assustava doadores, consultores e a classe permanente de Washington muito mais do que Trump jamais assustou.

E aqui estamos. A mesma facção política que arquitetou aquele desastre agora pede lealdade cega outra vez, oferecendo a mesma política externa, as mesmas guerras, as mesmas sanções e a mesma pose moralista. Rosto diferente, mesma máquina. Podem enganar os desinformados.
Mas a mim não me enganam duas vezes.


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