Contra o bully do Trump, a Dinamarca escolheu o crochê diplomático


Sobre o delirio de Trump de anexar a Groelândia.
A parte mais patética nem é o Trump. É a reação dos dinamarqueses. Eles realmente não entendem como os valentões, ou os chamados bullies agem? Você não tem como negociar com esse tipo de gente, de uma posição subalterna.
Pelo contrário, com os bulloes você tem que enfrenta-los de igual para igual.

Olhem os antecedentes. Putin não se curvou. Lula não se curvou. Modi não se curvou. Xi não se curvou. Até o primeiro ministro do Canadá se manteve firme. Nenhum deles saiu correndo para pedir explicações. Nenhum deles perguntou educadamente o que Trump “quis dizer”. Eles reagiram. Ponto final.

Mas a Dinamarca? Não, a Dinamarca com toda a diplomacia do mundo, convoca o embaixador americano para pedir explicações. Pedir explicações? Sério?
Como se isso fosse um mal entendido de clube do livro.
Fico até pensando, qual foi a pergunta. Tipo: qual é exatamente o plano aqui? Senhor Embaixador, aceita chá e biscoitos?
Uma conversa sincera? Que tal comparar nossas coleções de selos enquanto “nós expressamos nossas preocupações com as falas de Trump”?

A resposta correta teria sido simples. Mobilizar a população. Ir para frente das câmeras. Dar um recado claro, alto e inconfundível de: Vá se foder, Donald Trump!!!! É essa a linguagem que bullies entendem. Não memorandos. Não rodinhas diplomáticas de crochê.

Bullies não respeitam educação. Respeitam força. A única forma de lidar com um bully é demonstrar que você também pode ser um.

E se vocês acham que Trump nunca tentaria seriamente tomar a Groenlândia, basta lembrar quem ele admira abertamente. Um deles é o presidente William McKinley, que fabricou uma guerra com a Espanha para tomar Cuba, Porto Rico, Guam e as Filipinas. O outro é o presidente Theodore Roosevelt, que basicamente arrancou o Panamá da Colômbia para construir o canal.

Quando perguntaram a Teddy Roosevelt como ele conseguiu o Panamá, ele foi foi franco. Não usou linguagem jurídica nem diplomática. Ele simplesmente disse: “Fui lá e peguei!”.

No fim do dia, é essa mentalidade que importa e faz um raio-X da personalide de Trump. Isto demonstra um precedente histórico que Trump claramente respeita. E a história sugere que, quando líderes admiram líderes expansionistas, é imprudente assumir que suas ambições ficam só na retórica.


Leave a Reply

Discover more from ALFORRIA MENTAL

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading