Em geopolítica não existe amizade: existe só o poder — e o recado foi dado a China, Rússia e ao resto do mundo, especialmente na America Latina: não mexam no quintal Americano.
A destituição do Maduro serviu para os Estados Unidos mandarem um recado direto, para China e Rússia: no quintal deles, quem manda são eles. E o recado foi perfeitamente entendido. Como ficou claro, nem China nem Rússia moveram um dedo. Nenhuma reação prática, nenhuma resposta militar, nenhum custo imposto. Silêncio absoluto.
No mundo da geopolítica não existe amizade, afinidade ideológica ou discurso moral elevado. Ou você tem uma aliança militar real, com capacidade concreta de dissuasão, ou não tem absolutamente nada. No fim das contas, é cada um por si. Declarações, notas oficiais e discursos inflamados não param mísseis, não derrubam aviões e não mudam o equilíbrio de poder. Basta ver o caso de Bashar Al Assad, quando a coisa esquentou mesmo, tanto Russia como Irã o abandonaram.

É exatamente por isso que os Estados Unidos gastaram algo em torno de 2 trilhões de dólares no programa do F-35. Literalmente, cerca de 1 bilhão de reais por dia, todos os dias, dia atras dia, um bilhão de reais por dia, durante 20 anos, para construir um único sistema de armas. Não é exagero retórico, é matemática simples. Esse dinheiro não é gasto por vaidade tecnológica, mas como investimento em poder bruto, intimidação e garantia de que, quando chegar a hora, ninguém vai querer pagar o preço de confrontar.
E tem mais. Se isso foi feito contra a Venezuela, um país que tinha uma das melhores forças aéreas da América Latina, com caças Sukhoi russos, sistemas de defesa antiaérea, consultores militares russos e anos de investimento militar, imagine o que sobra para o resto.
Se nem esse nível de capacidade serviu como dissuasão real, a mensagem fica cristalina. O recado foi dado. Alto, claro e em bom tom. Quem entendeu, entendeu. Quem diz que não entendeu, provavelmente entendeu também, só não quer admitir. No quintal dos EUA, quem mandam são eles.

Na caricatura racista, o Tio Sam aparece como o “maior”, e o unico branco do grupo

