Estadão não analisa economia, torce contra o governo
O editorial do Estadão acusa Haddad disso e daquilo como se estivesse apresentando uma tese científica, neutra, técnica, quase matemática. Mas a realidade é bem mais simples e muito menos nobre. Mesmo que o Haddad fizesse exatamente tudo o que o Estadão defende, absolutamente tudo, linha por linha, vírgula por vírgula, o próprio Estadão publicaria no dia seguinte um novo editorial detonando o Haddad.
Porque isso nunca foi sobre coerência econômica, análise fria ou responsabilidade fiscal. É sobre ideologia. Os editores desse jornal não gostam do Lula, não gostam do PT e não gostam de qualquer governo que coloque o social como prioridade. Ponto final. Todo o resto é encenação.
Se amanhã o Lula operasse um milagre econômico, inflação a 1%, superávit fiscal robusto, dívida sob controle e crescimento sustentado, ainda assim o Estadão encontraria algum “risco”, alguma “sinalização errada”, algum “problema de confiança”. Sempre haverá um defeito inventado, porque a régua não é técnica, é política.
Isso não é jornalismo objetivo nem crítica responsável. É militância política travestida de editorial. Um projeto de poder que usa o discurso da neutralidade para empurrar uma agenda clara, com candidatos claros, interesses claros e lado bem definido. Chamar isso de imprensa independente é um insulto à inteligência de quem lê.
No fundo, trata se de um extremismo elegante, de gravata e linguagem rebuscada, que se vende como democrático enquanto trabalha ativamente para sabotar qualquer governo que não seja alinhado aos seus interesses.
Não é análise, é torcida. É Gre nal. É a lógica do clássico eterno, onde não existe argumento capaz de convencer o torcedor doente do outro lado. Não importa o que o Inter faça em campo, o gremista jamais reconhecerá mérito. E o contrário também vale. O jogo já começa com o resultado decidido na cabeça de quem escreve. Nesse cenário, fatos não importam, números não convencem e a realidade é sempre torcida para caber no placar ideológico que eles já escolheram antes da bola rolar.

