Enquanto o mundo aceita o dólar, os EUA compram guerras a prazo


O dólar é a arma secreta do complexo militar americano

O dólar não é apenas uma moeda. Ele é a linha de combustível do complexo industrial militar. Enquanto Washington puder imprimir dólares sem limite real, a guerra continua barata e a responsabilidade continua opcional. O custo não aparece na hora. Ele é empurrado para o futuro, diluído, invisibilizado, pago por terceiros.

É exatamente por isso que os BRICS estão construindo uma alternativa atrelada ao ouro. Isso não é simbolismo. É cirurgia. Corte o dólar e você corta a capacidade dos Estados Unidos de se autofinanciarem para sempre. Sem esse privilégio exorbitante, guerras deixam de ser um botão automático e passam a exigir algo perigoso para Washington: escolha e consequência.

Olhe para o F 35. Dois trilhões de dólares. Espalhados com cuidado ao longo de vinte anos para ninguém entrar em pânico. Isso dá cerca de 275 milhões de dólares todos os dias. Todos. Os. Dias. Sem fins de semana. Sem feriados. Apenas dinheiro recém impresso sendo jogado direto na fornalha com um sorriso institucional e um PowerPoint bem produzido.

Com esse dinheiro, seria possível construir 17 linhas de trem bala de 500 milhas cada, cruzando os Estados Unidos de ponta a ponta. Infraestrutura real. Mobilidade. Produtividade. Futuro.

Em vez disso, ganhamos um caça que às vezes funciona e às vezes entra em pane quando o clima não ajuda. E depois ainda têm a cara de pau de dar sermão sobre auxílio alimentação e disciplina fiscal.

O dólar não é neutro. Ele é uma arma. Hoje, como estamos vendo com Trump, o dólar funciona basicamente como um cartão de crédito global para guerras infinitas. Isso não é gasto com defesa. É assistencialismo em escala industrial para empreiteiras, lobistas e políticos, garantido pela impressora mais cara do planeta.


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